Gratidão que habita o coração de uma mãe!

Publicado em 23/10/2020 | Atualizado em 26/10/2020 | Por: Carolina V. Ferraz - Mãe do aluno

Vivemos tempos difíceis, porque o isolamento social é necessário, porém profundamente difícil!

         O que falar então quando quem está diante dessa situação são crianças e adolescentes? São tempos que exigem sacrifícios de cada um de nós, contudo sem perdermos nossas humanidades e muito menos a capacidade de nos reinventarmos.

        Vinícius, meu Vini ( ou melhor o de muita gente porque ele é muito amado por todos que fazem dessa escola um lugar único!), reagiu muito mal ao fato de não ter mais o encontro diário com seus amigos, professores e sua escola onde ele se sente parte importante de um todo! Tentamos que ele se sentisse incluído nas aulas virtuais com seu grupo, mas ele se ressentia da perda dos abraços (Vini ama abraçar e ser abraçado), a falta de calor humano pela tela do computador foi algo que fez Vini se chatear muito, o não poder ver todo mundo foi algo desolador para ele.

       Acho que isso é algo que devemos perceber como um dos papéis importantes da escola: promover interações sociais e afetivas! Como sendo mais que um espaço de conhecimento e, sim um verdadeiro local de afetos!

      No AUXILIADORA metade de tudo é sentimento e a outra metade também! Muito provavelmente porque tem o toque da Ir. Robelvânia Lima nisso tudo!  E ela agrega o dom da pedagogia do afeto, sabe ser terna na maior parte do tempo, mas não perde a autoridade construída afetuosamente e mostra isso quando necessário. Ir. Robel, como carinhosamente é conhecida, me conquistou desde o primeiro abraço e olhar límpido de quem dedicou a vida ao outro e principalmente às crianças. Ela talvez desconheça que é latifundiária no meu coração e no do meu filho, sem sombra de dúvida porque ela é a verdade cristã: cheia de amor incondicional, solidariedade e empatia.

      Eu não posso esquecer o esforço desmedido dos professores do meu filho em construir um contra turno que fosse acolhimento e bem-querer para ele! E na figura de Rosa Costa externo a minha singela homenagem a cada um deles e a todos por seus esforços de inclusão!

     E finalmente, na figura de Sabrina Oliveira, psicopedagoga de meu filho, eu gostaria de homenagear todos os profissionais que fazem da inclusão a mais pura expressão de amor à diferença! Afinal Cristo, nasceu numa manjedoura no meio dos animais, para fazer a diferença na vida de toda a humanidade! Que possamos celebrar o amor de Cristo amando profundamente a diferença do outro! E que na diferença sejamos mais amáveis uns com os outros, mais generosos e mais humanos para tanto todos os dias precisamos nos desapegar da pequenez do preconceito e da imoralidade da exclusão! Nós podemos!

             E que o amor ao outro tão diferente de nós seja a maior prova da nossa cristandade!

           E que a nossa escola seja cada dia um espaço de mais partilha, afeto e igualdade no respeito à diferença!  

 Carolina V. Ferraz

Mãe do aluno Vinícius Ferraz Salomão (2ª série –  Ensino Médio)


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